Capitulo 10- Relembrando
Eliot era um rapaz comum, mas não como todos os outros, Eliot era perfeito.
Era inteligente, intelectual, romântico, bonito, engraçado, misterioso, agia exatamente na hora certa. Seus olhos exalavam segurança, suas vestes, sempre bem arrumadas. Qualquer mulher logo se apaixonaria, mas nenhuma era capaz de fazê-lo se apaixonar. Mas, tudo que é impossível para uns, pode realmente se realizar para o mesmo. Mas não criem esperanças.
Certo dia, enquanto Eliot estudava para sua prova na universidade de medicina, em uma clareira escondida um pouco ao norte da cidade, um forte som vem do lago, um som como se alguma coisa caísse dentro da água, algo pesado.
Jogou os cadernos para o lado, e vou ver o que caio dentro da água, talvez um pedaço de tronco. Procurou com os olhos, e avistou por de trás de uma arvore, dentro do lago que provavelmente mais ninguém conhecia, uma dama atirada dentro da água.
Eliot se desesperou, pulou dentro da água, mal lhe vinha na cabeça a Idéia de que uma pessoa morreria na sua frente, e que ele, um aluno de medicina nada poderia fazer. Não, ele poderia fazer algo sim, e fez. Retirou o corpo da garota da água, levou até a beira, e fez respiração boca a boca.
A garota logo acorda, após cuspir um pouco de água:
_ Por que me salvou, idiota?! – e empurra Eliot com suas mãos delicadas, e depois o fita levemente com olhar envergonhado.
_ Não deveria? – Eliot perguntou, tentando ser calmo- O que estava...- as palavras desapareceram, quando seu olhar encontrou com o dela.
Uma garota jovem de cabelos castanhos claros, um pouco depressiva, com diversas tentativas de suicídio nas costas, não era bonita tão pouco feia, era uma típica garota comum, mas para Eliot, ela era tudo. O tempo passou, e Eliot se prendeu a ela.Ela fazia o papel da amiga, da amante, da prostituta, da esposa e da mãe. Ele a amava de todas as maneiras possíveis, a idéia de que um dia poderia perder-la era inaceitável.
A maior parte do dia, Eliot tirava para apreciar a beleza de sua amada Suellen Montres. Agora já formado em medicina, tinha bastante tempo livre, já que era o melhor médico da cidade, talvez do país. Eliot tinha dinheiro e felicidade, e agora, não tinha mais nenhum objetivo. Suellen estava grávida de alguns meses, em breve sua vida seria concretizada. Talvez;
Quando alguém consegue tudo o que quer, qual seria o seu motivo de viver? O de Eliot era sua esposa. Quando você ama de mais uma pessoa, você faz coisas que não quer fazer... Quase involuntárias, mas você tem que o fazer, pois, você a ama e não quer esta pessoa longe de você, ou com outra pessoa. Essa pessoa que você ama, passa a ser sua.
Pouco tempo depois, Eliot a prendeu em casa, e lhe dava todos as coisas que o dinheiro podia comprar, e todo o amor obsessivo e possessivo que se imaginaria. Suellen porem, não gostava desse método de vida, mal podia abrir as janelas de casa, por medo de Eliot, o amor para ela era uma coisa fatal naquele momento. Alguns meses se passavam, Suellen estava doente, mal se alimentava, e sua barriga já estava adquirindo formato. Eliot tentava de todos os métodos descobrir a doença da esposa, mas não conseguia.
Suellen pouco tempo depois perdeu a fala. Todo o amor que tinha por Eliot, se transformou em medo de sua obsessão, não queria chateá-lo, pois sabia que ele nunca encostaria um dedo nela, entendia que ele fazia isso por amor, e por isso ainda o amava, mas aquele já era o limite.
Seu corpo rejeitou a vida que logo iria nascer. Suellen praticamente morreu naquele momento em que via sangue escorrendo entre suas pernas, e quase que por um segundo não voltou a respirar, mas Eliot estava sempre ao seu lado e também sofreu por ver seu filho morrer.
Suellen enlouqueceu. Já não se arrumava ao acordar, ficava sentada em sua cama abraçada em suas pernas sacudindo-se para frente e para trás. Não ia ao banheiro, não comia e recusava qualquer tipo de afeição de Eliot.
Eliot que já percebia que algo de errado acontecia, olhou para o rosto de sua amada certo dia, e não a reconheceu. Os cabelos que tão bem cuidados eram agora bagunçados escondiam a face que antes era perfeita e que agora, de tão desesperada e inquieta, não poderia ser comparada com outra expressão a não ser louca. Suas mãos tremiam, e afastava Eliot ao chegar perto.
Quando você tem tudo o que te faz feliz, e por um erro seu, todas essas coisas se afastam de você o deixando solitário e triste... Mesmo elas estando perto de você, nada vai fazer você ser feliz novamente. O que te resta é a loucura, os fantasmas que você criou.
Eliot abriu os olhos raivosos, fitou Suellen, que notou a raiva, mas suas pernas não obedeciam, e nem por instinto conseguiu escapar das mãos do homem.
Os dedos do médico percorreram e apertaram seu pescoço fino, buscando vingança pelo amor não retribuído. Brincando com a vida de Suellen, retirando-a pouco a pouco, enquanto ela sentia como se seu pulmão simplesmente parasse de funcionar e seu ar lhe fugisse, sentia o mesmo de quando se leva uma pancada forte na barriga, seus olhos lacrimejam , ela resiste mas é fraca, e todos seus esforços são inúteis.
Quando a corte descobriu o crime do rapaz, tentou o obrigar a pedir desculpa publicamente, mas o homem nenhuma palavra pronunciava.
Mandaram então pendurá-lo em uma estaca de madeira, e retirar cada um de seus membros, o esquartejar lentamente, até que o perdão seja dito.
Um dos executores com um capuz e mangas arregaçadas, segurando tenazes de aço, com cerca de 70 cm de comprimento, atenazou-lhe as batatas da perna direita, uma das tenazes pendeu em sua carne, com um pouco de dificuldade o executor retirou a lamina de aço, a perna do médico caio na madeira, esparramando sangue pelo palanque, e em muitas pessoas que assistiam ao espetáculo, gritando blasfêmias e alguns por vezes atacavam algumas pedras ou objetos, mas da boca do médico, nenhuma palavra ou grito de rancor, seus olhos fitavam o vazio, como se já estivesse morto apenas respirando.
O sangue continuava jorrando, e nenhuma ação do homem. O outro executor, puxou-lhe a outra perna com outra tenaz de aço, desta vez, saio com mais facilidade, e mais sangue jorrava na platéia, e mais uma vez a sua pena caio no chão.
A camisola que usava, estava banhada de sangue.
A mesma coisa se repetiu com seus braços, e em seguida com seus mamilos... Como se não fosse o bastante, desmembrá-lo, corta-lhe os nervos e retalhar-lhe as juntas, o homem não fechava os olhos, e não falava nada. Sua morte só foi notificada após ser perfurado com estacas de aço pelo resto do corpo.
E mesmo assim, não fechou os olhos ou gritou.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Vermelho Escarlate Capitulo 10 - Relembrando
Postado por Marry Gabriele às 19:19
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